
Foto de Sabine Leve
Como um chão em esquina erguido ao vértice do canto. Como uma mão travessa um pouco mais adiantada. Só um tudo nada, mais adiantada. Apenas. Só. Algures entre a nuca baixa e os cabelos emaranhados por vazios sem data. Para me mostrares, muda, dois dedos espetados em haste. Dois dedos apenas. Dois dedos e só. Para me lembrares, sem voz, o focinho da besta em festa, e a dança na arena que abandonei nos arrebaldes do mundo, e os cornos de esguelha que ainda me espetam a alma ao fundo. Ás vezes. Só muito de vez em quando. Como agora. Quando és gesto, mas não me falas. Assim.
A Loira