Parabéns à minha blogstar preferida, pelos dois anos de 100nada :)
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No can do é um trabalho de Sal que vai estar exposto a partir de hoje e até ao final do ano no Mania Café, Marinha Grande.
O Paulo Maia, de quem já coloquei aqui umas fotografias, vai dar um Curso de Iniciação à Fotografia a Preto e Branco.
O Xupacabras faz hoje um ano.
Devia fazer um balanço, agradecer as visitas e os comentários, falar de projectos futuros e todas essas coisas que são habituais nestas ocasiões.
Mas eu não gosto de escrever...

"Fala baixinho, para que a tua voz se dilua num rumor sem rosto. Temos para ti a branca túnica das proscritas. Guardamos-te uma mancha escarlate ao centro da testa para avisar o mundo. Alinhamos-te por entre os cabides vazios das profanações sem nome.
Consentimos o desfile e deixamos que sejas mais uma. E isso basta, não venhas pedinchar por mais. Cedemos-te o melhor da nossa hipocrisia mais delicada. É tua a nossa benevolência se te mantiveres na estrada de trás. Que mais reclamas tu?!... Deixamos para ti largas avenidas subterrâneas, onde podes pisar áquem do zelo e do cuidado. Mas não venhas galgar superfícies e avançar-nos os corredores.
Pertences ao cortejo fantasma das Mulheres-Sombra… sem corpo e desalmadas, que banimos do centro do Grande Salão e não queremos sentadas à nossa mesa… navegando os nossos mares, aportando à branca areia das nossas praias alvas.
Trazes a perigosa âncora das palavras ditas em voz alta e uma bandeira demasiado garrida hasteada na proa. Trazes outras como tu: Mulheres-Corsárias a reclamar águas de ninguém e leis e vontades e lutas menos brandas, menos santas, menos cegas. Senhora das Ondas de maré teimosa, nós te tememos!... Perturbas-nos o longo sono dos surdos, desafias-nos o acordo dos séculos, a cada vez que palpitas o pulso contra a nossa mão pesada de pedra e castigos.
Cresce a multidão que te aguarda no paredão do cais, Senhora! Cresce a multidão que afina na toada do teu hino mais livre, mais justo, mais sensato!...
E nós não sabemos dessa outra ordem, Senhora! Não sabemos dessa nação outra que devagar se vai rasgando dentro do nosso país… Não sabemos, senhora!... Não sabíamos!... "
Ana M. C.

A indiferença dos amigos, familiares e vizinhos é uma das razões para que o número de casos de violência doméstica não pare de aumentar.

Foto de Henk Wijnem
17.000 é o numero de queixas crimes contra maus tratos e violência doméstica, apresentadas por ano, em Portugal.
O numero de mulheres que morrem em Portugal, por ano, devido a maus tratos e violência doméstica.

Esta imagem vale pela mensagem que transmite não por quem a transmite. No entanto podem ver um site de pessoas que se despem como forma de protesto aqui.

Foto de Yoel Harel
Será que se arranja um bocadinho de espaço para eles?
Talvez debaixo das bancadas dos novos estádios... não?

A vigilância é a nova atracção no bar Remote Lounge
, em Nova Iorque, onde os clientes se espiam graças a câmaras dirigidas por comando. Quando os clientes se lembram de que estão a ser vigiados, sentem-se perturbados pela falta de privacidade. Mas sentem-se poderosos quando são eles a observar.
... como é que há tanta gente a perder tempo no meu blog :)
...de colchão em colchão
chego à conclusão
o meu lar é no chão...
Paulo Leminski

Não sei se é só uma sensação minha ou se é de facto um dado comprovado, mas parece-me que há uma espécie de complacência crescente em relação aos pedófilos e aos crimes de pedófilia.
Até à pouco tempo atrás, sempre que se ouvia falar de um crime destes, ouvia-se também a revolta do povo: "VAMOS MATÁ-LOS!" (Ou coisas piores)
Era um crime, que por vergonha ou receio, se escondia, mas que quando vinha a público provocava as reacções mais radicais, mas amplamente justificáveis, em qualquer pessoa, mas principalmente nos que são pais. Quem não seria capaz de fazer justiça pelas suas próprias mãos num caso destes? Eu seria!
Era um crime que a generalidade de nós associava a alcoólicos, a pessoas extremamente violentas sem qualquer tipo de formação moral ou ética, e que era cometido numa aldeia remota e isolada ou em qualquer lugar que se situasse a uma distância minimamente segura das nossas casas.
Agora, parece-me, por vermos pessoas normais, bons chefes de familia, figuras públicas ou pelo menos conhecidas, com altos cargos ou com profissões "dignas" como a advocacia e a medicina, pessoas que nos habituámos a ver e algumas das quais que nos habituámos a gostar, envolvidas no caso da Casa Pia, deixámos de ver os pedófilos como os verdadeiros monstros que eles são.
Eu não sei se todos os indiciados no caso da Casa Pia são culpados ou não, mas tudo me leva a crer que sim e espero sinceramente que tenham o castigo que merecem.

Para a Catarina
Acabei de beber um chá de caramelo delicioso e lembrei-me...

"Hello, my name is Delia Day. I'm a slave. This is my personal Web site.
My illustrated life as a sex slave…
This Web site is a documentary of my life as an owned sex slave. It is not a “porn” site with pictures that are posed and contrived. This is my real life as I have lived it for over ten years with my owner shown in 22702 Web pages and 8084 photographs. The content, though literate and factual instead of contrived fantasy erotica, is VERY graphic and adult in nature dealing with alternative sexuality, extreme sadomasochistic practices, and consensual slavery."
Sem querer, fui parar a este site e fiquei impressionado.
Há vidas muito estranhas...
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momento, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue. Mas não vi o vazio. O vazio está talvez nos nossos olhos. Quando por vezes nos perdemos dentro de nós mesmos. Ou quando buscamos um sentido e não achamos.
O cão sabia o sentido, o seu sentido. E nunca o perdia."
Manuel Alegre, in Cão como nós